segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Nenhum país para homens de idade


O título acima é uma tradução mais fidedigna para No Country for Old Men, novo filme do irmãos Joel e Ethan Coen (de Fargo), que está bem cotado para levar alguns Oscar. Mas os marqueteiros da distribuidora brasileira resolveram chamá-lo de Onde os Fracos Não Têm Vez, como se ele fosse um faroeste, quando, na verdade, é uma negação desse gênero.

O cenário até pode ser semelhante: grandes planícies, desertos, cidades na fronteira com o México. Mas paramos por aí. A história é centrada em três personagens que praticamente não se encontram. E que não se encaixam na sociedade americana do início dos anos 80.

O xerife Bell (Tommy Lee Jones, em piloto automático), por exemplo, é muito mais reflexão do que ação. Veterano no cargo e seguindo uma linhagem familiar de homens da lei, ele procura razões para a violência de seus dias atuais e usa a ironia para espelhar um momento do país:

- Eles não gostam de comida mexicana - responde o xerife, ao ser perguntado por seu assistente sobre o porquê de os coiotes não terem aparecido para devorar os cadáveres de traficantes mortos depois de uma troca de tiros, no meio do deserto.

O "mocinho" do filme, se é que podemos chamá-lo assim, é o soldador aposentado Llewelyn Moss (Josh Brolin, de grande atuação), que vive num trailer com a mulher e tem a caça como passatempo. Pois é numa dessas idas ao deserto, de espingarda na mão, que ele desencadeia a ação que move o filme. Sem tomar conhecimento do bando de traficantes mortos na planície, ele pega uma mala com 2 milhões de dólares. Fibra moral? Zero.

No encalço dele (a mala tem um aparelho de rastreamento), está Anton Chigurh (Javier Bardem, de cabelo-tigela-Channel, a melhor coisa do filme), que age como um psicopata, matando a granel. É ele o responsável pelo rastro de sangue mostrado na história e por algumas das cenas mais violentas que o cinema já viu.

Junte esses três outsiders e acabe com o sonho americano. Junte os irmãos Coen e você tem um filme mostrando que, na verdade, os fracos tomaram conta dos Estados Unidos. Fotografia de primeira (preste atenção nos planos, vale a pena), roteiro bem conduzido (é a primeira adaptação da carreira dos irmãos) e atuação antológica de Javier Bardem. Nem precisa levar algum dos 8 Oscar a que está indicado.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Carvalho que fica de pé


Fazia tempo que não via Beth Carvalho ao vivo. Até porque não ando vendo TV. Mas vamos ao que interessa: Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia é sensacional. Eu achava que ela não rodava mais à baiana. E fez um DVD em que pega a nata do samba baiano, junta um punhado de convidados de peso (Gil, Nelson Rufino, Riachão, Bethania, Caetano, Margareth Menezes, Olodum, entre outros, e com direito a uma aparição de Dorival Caymmi no telão) e põe muita emoção. Você pode até dizer que, com o repertório que ela escolheu, fica fácil agradar. Mas, para quem não é bamba, também não era difícil perder o rumo.
Dá licença, porque é a Beth Carvalho. Acabei de me dar conta que ouço essa mulher desde criança. E ela continua cantando pra mim.

"A tristeza é senhora,
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura,
a noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora,
tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece,
no quando agora em mim

Cantando eu mando a tristeza embora

O samba ainda vai nascer,
O samba ainda não chegou

O samba não vai morrer,
veja o dia ainda não raiou

O samba é o pai do prazer,
o samba é o filho da dor

O grande poder transformador"
(Desde que o Samba é Samba, do Caetano. Ele e Beth cantam essa juntos no DVD)
***
Aproveito o post pra dar uma dica. Quer comprar DVD barato em Porto Alegre? Dá uma olhada nos Classificados de domingo de Zero Hora, na última página do caderno Produtos e Serviços. Ali tem uns anúncios de umas revendas que fazem promoções e abrem todos os dias da semana. Neste final de semana, tinha uma vendendo tudo a R$ 7! Nem sempre você acha tudo o que procura, mas sempre dá para encontrar algo que não estava procurando. O segredo é que muitos filmes são semi-novos, vendidos por locadoras para essas revendas. Dá uma olhada no disquinho (pode ate pedir pra testá-lo), pra ver se não tem arranhões, e vai com fé. Não me decepcionei até agora. Nesse fim de semana, por exemplo, comprei um Assim Caminha a Humanidade (2 DVDs) por R$ 10.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Fuso horário



Até o final do mês, pelo menos quatro dias por semana, estou indo trabalhar de manhã. Não sou de acordar tarde (salvo aqueles dias pós-pé-na-jaca), mas uma coisa é acordar espontanemente, outra é ser obrigado.
A melhor coisa de começar cedo é depois poder sair com o sol no rosto. Por isso, decretei: não passo das 6 da tarde no trampo. Isso que já é uma jornada longa, pois começo lá pelas 9h, parando no almoço e nas sessões de nicotina.
"Descobri, sem querer, a vida". E agora quero aproveitá-la. E quero ter tempo pra contar isso tudo.
***
Na foto acima, o amanhecer de sexta, visto da janela da sala. Mais tarde, vieram o calor, a chuva e um furacão baiano.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Mira que loco!




O sábado foi de emoções fortes e experiências novas. Conheci Rivera, na fronteira do Uruguai com a Argentina. Tinha como parâmetro Ciudad del Este, no Paraguai, mas a cidade vizinha a Santana do Livramento é bem diferente enquanto centro de compras. É bem mais limpa, mais organizada e os produtos, aparentemente, são bem melhores.
Primeiro, é bom ir com tempo. Porque, como em toda compra que se vai fazer, a pesquisa é fundamental. Ao visitar as várias lojas espalhadas por meia dúzia de quadras, comece perguntando a cotação do dólar em relação ao real. Isso faz diferença. Dá uma variação que pode ir a R$ 1,73 a mais de R$ 1,80. Ah, e leve calculadora, papel e caneta. Anote tudo o que puder numa visita prévia e só compre depois de andar muito e pesar prós e contras.
Em Rivera, há uma certa bagunça organizada. Numa primeira visão, o cara fica meio perdido para saber que loja venda o quê. Isso nunca é muito claro. Há os free shops que têm de tudo um pouco, mas também há locais que só vendem calçados ou produtos alimentícios, por exemplo.
Nas ruas, assim como no Brasil, há camelôs e ambulantes. A tônica dominante é a venda de garrafas térmicas, mas também são vistas crianças vendendo meias e DVDs piratas.
A parte de alimentação é um caso à parte. Come-se muito bem, especialmente no quesito das carnes. E bebe-se bem, porque a maioria das cervejas uruguaias é sensacional.
Mas nem tudo que reluz é ouro. Deve-se ter cuidado com as marcas-diabo. E roupas e óculos escuros, por exemplo, não estão muito em conta. Em compensação, eletroeletrônicos, coisas para casa & cozinha, produtos de higiene pessoal e alimentos em geral são muito baratos.
Se você tem compulsão por compras, é melhor não ir. Ou se prepare para gastar, porque a tentação é grande. E não se preocupe com a língua. Tudo se resolve num portunhol básico, e também há brasileiros de sobra trabalhando lá.
Só não descobri se estão vendendo até a mãe, porque não encontrei nenhuma nas vitrines. Talvez seja porque faltou tempo.
"Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida
(trecho de Gracias a la Vida, de Violeta Parra)

A de amor, B de baixinho...


Sou todo sentimento, mesmo. Amo várias coisas, várias pessoas. E não me afasto mais de quem eu gosto. Houve uma época em que, quando estava triste, ia para um cantinho e ficava só. Hoje, não. Procuro ir atrás dos meus amigos.
Por conta de um monte de coisas que aconteceram no último ano, mudei bastante. Hoje em dia, as emoções afloram. Se ouço uma história triste ou vejo uma imagem comovente, choro. Se sou bem recebido na volta de uma viagem, fico com os olhos marejados. Se meus amigos estão se divertindo por conta de alguma coisinha que eu fiz, vem mais emoção. Como no sábado. Ver a galera na chalaça total por conta de algumas músicas que gravei não tem preço. Confesso: cheguei a chorar de alegria. Pô, valeu a pena ter dormido apenas duas horas só pra gravar uns CDs. Foram algumas horas só pensando nos outros. A recompensa veio.
Amor, amor e mais amor. É o que me move atualmente. Amor pelo que eu faço, pelo que eu escrevo, por quem partiu, por quem está ao meu redor, por quem já não está tão próximo assim. E por festas como a de sábado. Pela foto aí de cima dá pra ter uma idéia da diversão. O aniversário era triplo: da Carol, da Bruna e do Charles. E a emoção seguiu essa proporção. Obrigado, gente. Quero mais dessa endorfina.

Baixando o nível

O cara chega no barbeiro e pergunta:
- Quanto custa pra lavar a cabeça?
O profissional da tesoura responde. Vem a segunda pergunta:
- Tá, e o resto do tico?

(Desculpem baixar o nível desse jeito, mas não resisti. Depois de um final de semana muito bacana, estou leve como há muito não conseguia ficar. Então, resolvi compartilhar essa piada idiota contada pelo Homero no caminho para Rivera, no Uruguai. Confesso: dei muita risada dela)

"Chorei, não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral não fica no chão
Nem quer que mulher
Venha lhe dar a mão
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima"
(Volta por Cima. Não sei quem compôs, mas já ouvi versões cantadas por Noite Ilustrada, Beth Carvalho e Maria Bethania)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Nervos e cordas de aço

Depois de alguns anos (uns cinco, mais ou menos), estou tentando voltar a tocar violão. Pô, cheguei a mandar consertar uma viola que ganhei de presente da amiga Ju Bublitz. Mas não tá fácil. Não pretendo me apresentar nos bares da vida, mas meu ouvido merece coisa melhor.
Começo apanhando na afinação do instrumento. A voz não é a mesma. As mãos também não. Mas não sou de desistir facilmente. Os vizinhos que agüentem. Hmmm, acho que tem algumas cervejas na geladeira. Talvez ajude...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A volta, a ponte, a saudade


Voltar para o trabalho logo depois das férias não é fácil. Ainda mais depois de uma viagem de bus que durou 11 horas e sem tirar uma soneca ao chegar em casa. Mas os colegas facilitaram a minha vida. A acolhida foi com entusiasmo, beijos e abraços. Eu amo esse pessoal.
Estou sempre dividido. Sinto saudade pra qualquer lado que eu mirar. Mas também sinto falta desses loucos todos de Santa Maria quando estou longe deles.
São sentimentos que não findam, dores que não cessam, alegrias que não têm fim. E aí? Pra que lado eu corro? Como diz a música do Zeca, deixa a vida me levar.

Entre o choro, a felicidade e a reflexão, fico com essa foto aí de cima. Fazer uma imagem legal dessa ponte era uma obsessão desde que eu cheguei em Floripa. E, no penúltimo dia, fiquei esperando o pôr-do-sol só para poder contemplá-la.
Espero ver muito disso aí pela frente.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Minha homenagem


Alexandra Zanela, grande anfitriã, grande amiga. Estamos distantes geograficamente, mas parece que nos aproximamamos ainda mais como amigos. A menina que conheci numa delegacia de polícia (trabalhando, e não atrás das grades) é uma pessoa muito importante para mim. Sempre ali, sempre dando força. Tenho o maior orgulho de ter conseguido fazer com que ela fosse trabalhar comigo. Isso que, naquela época, a gente nem era tão chegado. Pelo que pude ver agora no Diário.com, em Floripa, acertei em cheio. Baita jornalista.
É uma merda ter de ir embora, Ale. Mas agora já sei chegar no teu apê. Então, me aguarde.

Lembranças de Floripa



Faltando menos de 24 horas pra pegar o ônibus na rodoviária, já bate uma saudade. A capital catarinense é, mesmo, tudo de bom. Aproveitei como nunca, apesar dos vários dias de chuva. E aprendi mais um pouco sobre Floripa. A primeira coisa é que não dá para viver sem carro aqui. Quer dizer, até dá. Mas a vida fica bem mais competitiva. Ainda mais se você é um cara chegado em praia. Afinal, do Centro, cada praia fica distante de 25 km pra cima. Já passei um verão inteiro sem transporte próprio e me virei bem de bus. Mas que com uma caranga fica mais fácil, ah, isso não tem dúvida.
Outra coisa que o vivente tem de ter para viver em Floripa é paciência. Especialmente no verão. Seja numa ida para o Sul ou numa chegada no Norte, uma coisa é certa: você vai pegar um congestionamento. Eu, como turista, não senti tanto. Até porque depois tudo compensa, como mostram algumas das fotos abaixo (tem uma de congestionamento também, claro).
Estou quase indo pra casa, mas eu volto.











segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Isso é Carnaval

Que me desculpem aqueles que gostam de baile de Carnaval, mas para mim o melhor da festa de Momo é o desfile das escolas de samba. Fui premiado com uma amostra de respeito, no sábado, em Florianópolis. Quatro escolas desfilaram. Todas com defeitos e méritos, mas com muito samba no peito e no pé. Quem nunca teve a oportunidade de conferir um desfile de perto não sabe o que está perdendo. Como continuo gostando muito de brincar de fotógrafo e fui favorecido porque estava credenciado para a cobertura do evento, não pude deixar passar. Mais abaixo, dá para conferir algumas imagens sensacionais. Com um espetáculo desses, fica fácil dar o clique. Até eu consigo.

***

Peguei um táxi do bairro Abraão para a passarela do samba em Floripa, que, por sinal, tem um nome ótimo (Nego Quirido). Saí lá pelas 9 e meia da noite da casa da Alexandra, que já tinha ido para a cobertura. A viagem foi bem tranqüila, pelo menos até o ponte Governador Pedro Ivo, que estava com um congestionamento de leve.
- Isso aí (o desfile de Carnaval) é coisa do Diabo. Só tem veado, maconheiro e ladrão nisso. Esse temporal que deu esses dias em Santa Catarina é um alerta de Deus. Com tanta blasfêmia junta, essa passarela vai afundar - disse o taxista evangélico.
E assim foram mais 15 minutos de versículos bíblicos, sermões e história de vida. Cheguei a pensar por alguns segundos se eu iria para o inferno, por gostar daquilo tudo.

***

Alguns "colegas" da imprensa de Florianópolis se destacaram na passarela do samba. Não pela cobertura, mas pela quantidade de cerveja consumida. Teve um fotógrafo de um jornal diário que revezava o tempo todo as mãos: hora numa lata de cerveja, hora na máquina de trabalho.
Houve outro que trabalha numa emissora de tevê e estava de folga. Do trabalho, não da cerveja. Apesar de estar no espaço reservado para a imprensa, não se fez de rogado e levou duas sacolas térmicas (com o logotipo da empresa que o emprega) forradas de cerveja. E ainda tentou sambar com tudo o que é mulher. Realmente, é um profissional. Da folia.

***

O pessoal da capital catarinense parece não ser muito chegado a organização. Faltou mais orientação, por exemplo, para o pessoal que comprou mesa na passarela do samba. Lá pelas tantas, uma senhora invadiu a sala de imprensa aos gritos:
- Que bagunça isso aqui! Onde é essa merda da mesa 19?
Uma mulher de porte avantajado, ligada à prefeitura de Floripa, foi atendê-la. Chamava por rádio o responsável pelo setor, mas não vinha resposta. O atendimento foi de uma certa ironia. Era possível até ver um sorriso no canto da boca. A senhora aflita pela mesa não perdoou:
- Você é uma palhaça!
Seguiu-se uma discussão aos gritos. E a guarda municipal foi chamada para acalmar os ânimos. Nessas horas, nada melhor do que uma pessoa equilibrada para ajudar. Como o rapaz, também funcionário da prefeitura, que usava uma camiseta escrita "apoio" nas costas. Pois bem, o "apoio" veio de forma sutil:
- A senhora é uma vagabunda!
No fim, a senhora, que também havia esquecido a educação em casa, foi encaminhada para sua mesa. E os amigos da prefeitura puderam continuar o que estavam fazendo, ou seja, nada.
















quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Álbum de férias

As férias já estão rendendo algumas belas imagens para se guardar na retina e no coração. Com tempo meia-boca e tudo. As fotos foram tiradas em Florianópolis, Jaguaruna ou no caminho entre essas duas praias.







sábado, 26 de janeiro de 2008

Músicas que brotam da rede

Faz tempo que quero colocar aqui uma lista de links legais em que o vivente pode baixar músicas sem depender do E-Mule, do Soulseek ou de algo parecido. Não vou comentar nada. Não quero que depois isso seja usado contra mim. Só afirmo que não compro CDs ou DVDs piratas. Aliás, abomino isso. Deve ser coisa de quem trabalhou numa locadora de vídeo muito tempo e sabe o quanto a coisa é difícil. Sem mais delongas, vamos ao que interessa:

Som Barato - Só música brasileira, de várias épocas, estilos e lugares

Lágrima Psicodélica - Rock n'roll de qualidade. Coisas muito antigas e algumas contemporãneas também

Fireball - Rock

Cogumelomoon - Bandas brasileiras, anos 60 & 70 (ali você acha links também para outros sites da 'franquia' Cogumelomoon, como um só de bandas anos 80)

Nausninha - Trilhas de novelas

Elis Regina Discografia - Sem comentários. Tudo muito bom

Samba e MPB Discografia - O nome diz tudo

Feijão Tropeiro - Blues e rock

Um que Tenha - Muita, mas muita mesmo, música brasileira

Eu Ovo - Raridades, novidades e coisas legais e variadas

Abracadabra LPs do Brasil - Só brasileiros. E antigos

Bar de Rock - É isso aí mesmo (os links estão nos comentários)

Boogie Woody - Mais rock

Brazilian Nuggets - Nacionais do arco da velha. Só coisa rara

J Thyme... Kind - Blog de um gringo que curte muito música brasileira. Tem outras cositas interessantes, como vários do Ennio Morricone

Dudu2 do Vinil - Muito rock da antiga

Discografias - Comunidade do Orkut onde se encontra de tudo. De tudo, mesmo

Os próprios sites explicam como baixar as músicas. Aproveite da melhor maneira e só use isso para seu próprio prazer. E eu não disse nada.
(Direto de Florianópolis, com a alma mais leve e sem medo das autoridades)

"Música para ouvir no trabalho
Música para jogar baralho
Música para arrastar corrente
Música para subir serpente
Música para girar bambolê
Música para querer morrer
Música para escutar no campo
Música para baixar o santo
Música para ouvir
Música para ouvir
Música para ouvir"
(Música para Ouvir, Arnaldo Antunes)

Na praia, afinal

Cara, se eu não dou um jeito de tomar um banho de mar pelo menos uma vez por ano. Isso não aconteceu ainda em 2008, mas está bem próximo. Já estou em Florianópolis, onde não vai faltar opção.
Chegar não foi fácil. Quer dizer, fácil foi, o problema foi a demora. Sete horas e pouco dentro do bus, quando o normal é levar cinco. Mas com as obras na BR-101 tá difícil.
Pelo menos de uma coisa eu dei risada. Em Sombrio, no Restaurante Japonês, há um aviso deveras importante no banheiro dos homens: 'Por favor, não faça xixi no chão'. Para eles colocarem isso, deve ter muito mijão mal-educado mesmo. E o cara tem de ser muito habilidoso para mijar no chão, porque aqueles mictórios são gigantescos. Para conseguir 'pingar' no chão, tem de ter mira!
Por hoje é só, pessoal. Até porque estou de férias. Eu, não o blog.

"É como o vento leve em seu lábio assobiar
A melodia breve lembrando brisa de mar
Mexendo maré num vai e vem pra se ofertar
Flor que quer desabrochar, nasceu
Dourando manhã...

Bordando areia
Com luz de candeia pra nunca se apagar.

Já passaram dias, inteiros
Janeiros, calendário que nunca chega ao fim
Início sim e só recomeçar"
(Janeiros, cantada pela Roberta Sá, composição dela e do Pedro Luís, aquele da parede. Está no CD Que Belo Estranho Dia para se Ter Alegria. Samba novo de qualidade)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Chapado de filmes


"Eu não faço nada, mas sou muito bom naquilo que eu faço"

Essa é apenas uma das tiradas sensacionais do personagem Johnny Estrela, interpretado por Selton Mello em Meu Nome Não é Johnny. Aproveitei a minha saída da cidade SEM cinema para uma COM cinema (e vários). Pois bem, o filme é a história desse cara, um rapaz da classe média carioca que acabou virando o maior traficante de cocaína de fora dos morros, nos anos 80. Baseado no livro de mesmo nome, do jornalista Guilherme Fiúza (aliás, primo de Johnny) o filme tem um bom ritmo. No momento em que o personagem principal está mais viciado e os negócios vão cada vez melhor, a velocidade das cenas é impressionante. Depois, vêm a prisão e o internamento num hospital psiquiátrico público. E o filme dá uma boa freada. Sem falso moralismo, é um bom retrato de uma época e um ótimo começo de discussão. E o Selton Mello tá matando a pau, ao lado de gente como Cassia Kiss, André de Biase, Cléo Pires (linda de morrer), Eva Todor e Flávio Bauraqui (ele é de Santa Maria, gente!). Valeu a volta ao cinema depois de tanto tempo.

Vi outro filme bacana com o Selton Mello, só que foi em DVD e onde ele não é protagnista. Era Árido Movie, pernambucano da gema. O protagonista é um cara que saiu há muito tempo do sertão para a cidade grande. Jonas (Guilherme Weber) trabalha como homem do tempo na TV, em Sampa. Quando o pai (Paulo César Pereio), que ele não vê desde criança, morre assassinado, ele é obrigado a voltar a Pernambuco para o enterro. Só o que ele não sabe é que a avó reserva para o neto o ato de vingança.
O filme esbanja uma bela fotografia, mas esbarra por vezes no roteiro, que não consegue encaixar bem o humor com o trágico. Mas a paisagem do sertão compensa qualquer coisa. E as imagens aérea de Recife quase me fizeram mudar meu itinerário de verão para lá. Tudo bem, minha hora vai chegar.

"Você foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer...

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...."
(Outra Vez, música cantada pelo Roberto, mas que não foi composta por ele, e sim pela Isolda. Em Meu Nome Não É Johnny, Selton Mello canta essa canção pra Cléo Pires, em clima de karaokê, numa festinha de aniversário regada a muita droga. Cantar isso pra Cléo não é difícil, né?)

Distância

Viver entre uma Santa (Maria) e um Porto (Alegre) faz surgir sentimentos estranhos. Agora, por exemplo, vou ficar um tempo fora da minha casa (sim, minha casa agora é com a Santa, admito), passando pelo lugar para o qual gostaria de voltar (o Porto).
Mas estou com saudade. Que coisa. Sinto falta da minha casa, dos meus hábitos de Boca do Monte e, principalmente, dos meus amigos. Sei que não passo mal em Santa Maria por conta disso. Sempre tenho a quem recorrer. Seja para arrumar uma grana (faz parte, faz parte), para ganhar consolo ou só para falar merda mesmo e encher a cara.
Essa saudade já aconteceu antes, no sentido inverso. E não foi fácil superá-la. E hoje aconteceria de novo, se eu fosse embora. Coisas de ser humano.
No fundo, estou tranqüilo, pois sei que volto. Essa saudade, pelo menos esta, tem data marcada para passar. E, no meio disso tudo, vou matar o desejo de rever grandes amigas. Então, não tenho do que reclamar. Aliás, nem sei por que estou escrevendo isso.


"Mas nada vai
Conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí, então, estamos bem...

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo
De volta pra casa
(Por Enquanto, do Renato Russo. Vale a pena ouvir a versão da Cassia Eller pro Acústico MTV)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Eu sou o...

Neste ano, descobri que sou Tigre no horóscopo chinês. Poderia ser um álibi ou uma maneira elegante de explicar o apelido que tenho. Mas, não. Ele tem uma origem não tão glamourosa. Foi um simples amigo secreto que fez nascer o Tigre (que de vez em quando vira Tigrão, Tigrinho, Tigruxo... rsrsrs).
Bah, é uma história q começou há uns 6/7 anos, quando eu fazia frila lá na Zero Hora, na editoria de Geral e Polícia. No fim de um ano (talvez 2000, talvez 2001), inventaram um amigo secreto "diferente" dentro da editoria. Em vez de nome, o cara usava um apelido. O magrão que ia dar o presente tirava um apelido e não fazia idéia de quem poderia ser seu amigo secreto. Mas o presenteado sabia que o tinha tirado. A revelação só saía na hora de entregar o presente. Os pedidos eram deixados de forma anônima no mural.
Pois bem... Eu tinha esquecido de escolher o meu apelido e, cinco minutos antes da hora, numa reunião semanal com toda a editoria, escolhi Tigre. Pois não é que pegou? Passou o amigo secreto, e uns continuavam me chamando de Tigre. A coisa foi indo, indo, indo... E o apelido pegou de uma maneira que não desgrudou mais...
Mas o apelido se restringe ao âmbito de duas redações: a que eu trabalhei antes e a que eu estou agora. Fora dali, sou o Luiz mesmo.
Já fui Luizinho na família (muitos me chamam assim), já fui Norberto lá na 7ª série (um professor de educação física tinha essa mania) e até hoje sou Roééése para os colegas do 2º grau por culpa de um professor de matemática que me chamava assim.
Nunca dei muita bola pra tudo isso. No fundo, é divertido. E sem crise de identidade.

P.S.: na sexta-feira, chegaram à redação as carteirinhas da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg), necessárias para quem vai trabalhar em jogos da 1ª divisão do campeonato gaúcho. Pois não é que a minha veio com o nome de Tigre? Só Tigre, mais nada. Ficou bacana, divertido, engraçado, mas inconveniente. Vai ser trocada.

"Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer"
(Panis et Circensis, Mutantes)

domingo, 20 de janeiro de 2008

Mora na filosofia

Acordo filosófico. Quero pensar sobre as coisas

Estou só para os amigos. De qualquer época, de qualquer idade. Os demais que esperem. Um conselho: se você não me conhece, esta não é a hora, acredite.

Fico muito chateado ao saber que uma menina de 4 anos morre num acidente de trânsito. Quase choro no velório de uma senhora que, horas antes, vi deitada numa maca, me olhando, inalando oxigênio e respirando com muita dificuldade, com uma espécie de ronco permanente. Isso é bom pro que eu faço? É melhor ficar "gelo" e ter uma postura "isenta"? Dá pra separar as coisas? Faço tudo sem pensar

Ir caminhando para o trabalho deveria ser um hábito mais freqüente. Não polui, não tranca o trânsito, inibe o sedentarismo e proporciona um contato direto com o mundo. Claro que tem o suor e o risco de assalto. Nada que um desodorante, uma toalha e um pouco de sorte não resolvam.

Na faculdade, fiz cadeira de redação usando máquina de escrever. Tirei foto em filme preto&branco, revelei e ampliei em laboratório. Fiz muita edição analógica em vídeo. E não faz muito tempo. Porra, hoje posso fazer tudo aqui em casa e em muito pouco tempo. PQP, coloco o que eu quero aqui. Caralho, pra onde a gente vai?

Minha conta não sai do negativo. Seria por causa da bolsa de valores? A culpa é do Lula?

É impressão minha ou a cerveja nacional está cada vez pior? Ou seria o meu fígado?

Este blog está em crise? Ou a crise é uma característica dele?


"Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
(...)
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também."
(Metade de Mim, Oswaldo Montenegro)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Cores, Imagens, Cores





"Vou pintar um arco-íris de energia
Pra deixar o mundo cheio de alegria
Se tá feio ou dividido
Vai ficar tão colorido
O que vale nessa vida é ser feliz"

(Arco-Íris. Quem cantava? A Xuxa, ora)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Quase lá

Quanto mais se aproximam as férias, mais ansioso o cara fica. Falta apenas uma semana. Vou pra Floripa salgar o corpo. Tô precisando mesmo. Não se preocupe: vou, mas volto.


***

Minha ausência por alguns dias no blog é mais culpa da Internet do que outra coisa. Como tinha alguns assuntos pendentes, uma overdose de posts está rolando.


"A vida passa lentamente
E a gente vai tão de repente
Tão de repente que não sente
Saudade do que já passou...

Eu dou a volta, pulo o muro
Mergulho no escuro
"Sarto" de banda
Na minha vida ninguém manda não
Eu vou além desse sonho...

Garota eu vou pra Califórnia
Viver a vida sobre as ondas
Vou ser artista de cinema
O meu destino é ser star..."

(Trecho de De Repente Califórnia, do Lulu Santos)

Criançada alegre

Depois de mais de 13 horas de trabalho na última sexta, mergulho na cerveja com os amigos e me enfio no Macondo, pro Clube da Criança Junkie, festin com som comandado pelo Homero em que só rola som dos anos 80. Amante Profissional, Lua de Cristal, Material Girl, uma do Sigue Sigue Sputnik... A infância e a adolescência passaram num filme. Muito divertido.
E a galera tava no clima. E o clima era bem diverso. Mais de 80% do público da casa era gay. E isso não foi problema. Saí de lá tropeçando em mim mesmo, aguado, como em qualquer festa boa. Incomodada ficava a sua avó.

"Moreno alto, bonito e sensual
Talvez eu seja a solução
Do seu problema
Carinhoso, bom nível social...

Inteligente e à disposição
Pr'um relacionamento
Íntimo e discreto
Realize seu sonho sexual...

Pra qualquer tipo de transação
Sem compromisso emocional
Só financeiro
E o endereço prá comunicação
Pra caixa postal
Do amante profissional...

Amor sem preconceito
Sigilo total!
Sexo total!
Amante profissional..."

(Amante Profissional, do Herva Doce)

Não fazer nada

Eu tenho um pedaço do céu. E uma rede. O resto se dá jeito.

(Foto feita num momento ressaca, não-fazer-nada, no sábado à tarde. Viva o ócio!)



"Da janela o horizonte
A liberdade de uma estrada eu posso ver
O meu pensamento voa livre em sonhos
Pra longe de onde estou
Eu às vezes penso até onde essa estrada
Pode levar alguém
Tanta gente já se arrependeu e eu
Eu vou pensar, eu vou pensar"
(trecho de À Janela, de Roberto & Erasmo)

Método

Meu processo criativo dura apenas alguns minutos. Posso ficar um tempo pensando em um texto que tenho de escrever. No assunto, não na estrutura do texto. Essa parte de juntar as palavras para se expor o que quer dizer só começa pra mim quando estou na frente da tela do computador.
Agora, por exemplo. Tinha pensado antes (há dois dias, pra ser mais exato) nesse assunto pra escrever sobre ele. Mas não tinha a mínima idéia de como iria começar. Só tive uma idéia, mais nada.
Quando tenho de escrever uma reportagem, funciona mais ou menos de forma parecida. Esses tempos eu fiz uma sobre uma fazenda da Brigada Militar que cria cavalos para o policiamento. A matéria foi ficando, foi ficando, e nada no papel (ou na tela, tudo bem, sou nostálgico). Passaram-se três semanas, e fui avisado de que o texto seria publicado no dia seguinte. Aí sentei, fiz uma onda, e comecei. Duas horas e pronto.
É assim que eu funciono. Na sexta-feira passada, saí de casa às 6h30 para fazer uma reportagem sobre uma idosa que tinha passado quase quatro horas, numa maca, quase na frente do Pronto-Atendimento do Hospital Universitário de Santa Maria. Às 7h, já conseguia as primeiras informações. À tarde, fiz entrevista, passei por velório (sim, ela morreu), fiz ligações coisa e tal. Que horas fui escrever a primeira palavra? Às 20h. Vai entender. Uma hora e pouco depois, tudo pronto.
Claro que, se a situação exigir, me adapto. Já voltei de incêndio no final de noite e tive de voltar pro jornal e escrever um texto em 15 minutos. Não tem problema.
Receita, não há. Cada um tem seu método e seu tempo. O que serve pra mim pode não servir pra você. Por isso, respeito. E peço que respeitem o meu tempo.


"Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo..."

(Pedacinho de Oração ao Tempo, do Caetano)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Eu quero

Em 2008, eu quero:
- Trocar de cadeira
- Aprender mais
- Ir pra Recife
- Estudar
- Beijar
- Escrever
- Enfeitar um pouco a minha casa
- Ajudar os outros
- Continuar amando
- Continuar chorando
- Plantar
- Regar
- Colher
- Beber
- Aprender a fazer torta de bolacha
- Segurar você aqui neste blog
- Manter você como amigo
- Ser feliz

domingo, 6 de janeiro de 2008

Cagar de porta aberta


Desculpem o título chulo, mas é que ele é de fundamental importância para esta nossa discussão. Alguém me disse uma vez que a melhor coisa de morar sozinho é poder cagar de porta aberta (a do banheiro, mané, não a de casa). Isso denota uma sensação de liberdade total, não é mesmo?
Morar completamente sozinho é uma experiência nova pra mim. Longe da saia da mãe eu já estava havia um tempo, Mas morava num quarto-cozinha-banheiro e tinha um colega de teto. Agora que estou solito num apê, descobri que há muitas vantagens. A primeira delas é que você arruma a casa no dia em que quiser. Não que eu seja muito bagunceiro. Mas é que a preguiça bate. Ou você não quer e pronto.
Uma outra coisa é sempre saber onde as coisas estão. Porque não tem erro. Ou você esqueceu porque estava bêbado ou foi visitado por um meliante.
Tá, tem mais. Você ouve a música que gosta na hora em que está a fim, liga a TV no seu canal preferido, anda pelado, peida e arrota coisa e tal.
Mas... Acredite, uma prosa faz falta de vez em quando. E não é o MSN que vai resolver o problema. Em épocas de saudade e dificuldade, aumenta a conta do telefone. Lembrando que é você e só. Pra tudo, pra todas as contas, o dinheiro sai do seu bolso.
Estou gostando de morar sozinho, mas não tenho convicção. Até porque o espelho sempre vem com o mesmo assunto.